Dizem
que um dia existiu um grande ilusionista, o maior de todos e
de todos os tempos.
Dizem que esse ilustre mágico viveu dias de glória,
poder e sucesso. Dizem que, apesar de esquecido, basta evocar
o seu nome para que todos, sem exceção, dele voltem
a lembrar.
Dizem que seu nome é Enigmo.
O
que ninguém sabe ao certo é como ou porque ele
foi esquecido. Cada um busca dentro de si uma resposta para
o seu desaparecimento. Alguns afirmam que ele perdeu sua habilidade,
outros dizem que, depois de provar o sucesso, ele haveria se
desencantado com a vida. Há ainda os que tentam explicar
a curva natural de ascensão e decadência.
O
Dobro de Cinco lança o detetive Diomedes em uma jornada
sombria em busca desse antigo mágico que, depois de muito
tempo, misteriosamente desapareceu da mídia. Aos poucos,
sua imagem foi sendo dissipada do imaginário popular
até cair em completo esquecimento. Sua imagem e seu nome
p ermaneceram adormecidos até o dia em que um homem que
se dizia chamar Hermes resolve buscá-lo. Para isso ele
bate às portas de Diomedes.
Dizem
que nesse momento, após haver permanecido por mais de
vinte anos nos umbrais do esquecimento, ao ser evocado, Enigmo
manifesta-se impregnando o mundo com sua estranha magia.
Esse
é o ponto de partida não só de O Dobro
de Cinco mas, de toda a trilogia. Essa busca é a espinha
dorsal que sustenta e motiva a obra. A cada volume um novo caso,
um novo mistério mas Enigmo mantém-se manifesto
e presente em cada página.
Neste
volume, Diomedes se envolve em uma nova trama, repleta de estranheza
e magia. Desta vez, Diomedes é enviado a Lisboa para
investigar um novo caso, aparentemente sem nenhuma conexão
com os demais mas, que traz no fundo a possibilidade de responder
a verdadeira questão, o sustentáculo da trilogia:
Afinal
de contas a magia existe ou não?
Se você vem acompanhando este trabalho talvez já
tenha percebido que caberá a você encontrar as
respostas. Se você conhece Diomedes deve entender o que
tento dizer. Quanto a mim resta afirmar que todas as peças
desse quebra-cabeças estão sendo dadas, em breve
espero que você já o tenha armado.
Quanto
ao Diomedes... Segue o seu lema:
Servimos mais ou menos
prá servir de vez em quando.
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